.:: O Ótimo Colágeno ::.

O colágeno é uma substância bastante abundante no organismo humano e tem a função de manter as células unidas, sendo principal componente proteico de órgãos como a pele, cartilagens e ossos. A produção de colágeno é o resultado de uma complexa sequência de eventos bioquímicos no interior das células, e pelo fato de o colágeno ser produzido naturalmente pelo nosso organismo, sua baixa ou muito alta concentração pode ocasionar problemas.

Quando entramos na fase adulta (a partir de 30 anos), a deficiência do colágeno começa a ser notada. Nessa época fica mais visível a diminuição da elasticidade da pele, o dermatologiaaparecimento de rugas e o aumento da fragilidade das articulações e dos ossos. Por isso é importante repor esse nutriente, que pode ser adquirido em forma de cápsulas ou em pó, encontrados em farmácias de manipulação. Quanto à reposição de colágeno, especialistas divergem em suas opiniões: alguns acreditam que a reposição não resolve, enquanto outros acreditam que ela é perfeitamente válida, tese mais aceita nos dias de hoje. Mas não adianta repor colágeno e continuar com péssimos hábitos, como má exposição ao sol, fumo, sono inadequado e sedentarismo, porque sua função não é milagrosa.

A deficiência de colágeno, também chamada de colagenose, acarreta problemas como: má formação óssea, rigidez muscular, problemas com o crescimento, inflamação nas juntas musculares, doenças cutâneas e dentárias, entre outros. Na menopausa há menor produção de colágeno pelos fibroblastos, por isso uma das principais reclamações das mulheres nesta época são a queda de cabelos, fragilidade das unhas e acentuado aumento das rugas. Por ser um tipo de proteína, uma de suas principais funções é formar Queda de cabelofibras que dão sustentação à pele (para quem se exercita, contribui também na formação dos músculos). Extraído do osso e da cartilagem do boi, o colágeno passa pelo processo de hidrólise (quebra das moléculas de proteína) para ser mais facilmente absorvido pelo organismo, sendo chamado então de Colágeno Hidrolisado

Funções do Colágeno Hidrolisado

O colágeno hidrolisado contém os aminoácidos essenciais glicina e prolina em concentração 20 vezes maior do que outras proteínas. Ambos são componentes importantes do tecido conjuntivo e asseguram sua consistência e elasticidade. Ele também tem efeito regenerativo em ossos e articulações.

Benefícios do Colágeno Hidrolisado

  • Retarda o envelhecimento e previne rugas
  • Combate a flacidez da pele
  • Fortalece unhas e cabelos
  • Contribui para saúde dos ossos
  • Previne o aparecimento da celulite e estrias
  • Colabora no aumento da tonicidade dos músculos
  • Auxilia no funcionamento do sistema linfático

Aplicação Cosmética

O colágeno é uma proteína “mágica” para deixar a pele mais firme. Dermatologistas já provaram que, ao usar produtos de beleza que levam o composto em sua fórmula, a pele torna-se mais macia, firme e saudável. O colágeno também ajuda na manutenção do tônus muscular deixando a pele mais firme e menos flácida.

Indicação do Colágeno Hidrolisado

É indicado para pessoas acima de 30 anos. Como suplemento nutricional é indicado para pessoas fisicamente ativas que desejam aumentar o consumo de proteínas, assim como para o fortalecimento de unhas e cabelos. Também é indicado em processos de cicatrização e recuperação de lesões e em processos de emagrecimento.

Deficiência

A deficiência de colágeno está também associada à diminuição da espessura do fio capilar e com a desidratação e perda de elasticidade da pele, culminando em flacidez e no aparecimento de rugas e estrias. Além disso, prejudica as articulações e enfraquece os ossos.

Onde é Encontrado

O colágeno hidrolisado é reconhecido como um ingrediente alimentício pelo Ministério da Saúde e pelo FDA (órgão que regulamenta alimentos e bebidas nos EUA) e atualmente já é possível observar no mercado alguns alimentos enriquecidos com essa proteína. Você pode usar tanto o colágeno em cápsulas quanto em pó. É encontrado em pequenas quantidades nos alimentos que contém proteína como a carne e leite, e nas gelatinas.

Existem atualmente alguns suplementos com boas concentrações de colágeno, como balas, pó para shakes ou sucos, sachês com vitaminas e minerais, sendo estes todos esses exColágeno Puriscelentes opções para o consumo diário, inclusive com diversas opções de sabores e texturas.

Todas as informações dicas e sugestões contidas neste post têm caráter meramente informativo. Elas não substituem um aconselhamento e o acompanhamento de médicos,  nutricionistas e farmacêuticos.

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Referências:

  1. Envelhecimento da pele e colageno. Faria, Jose Carlos Marques de; Tuma Junior, Paulo; Costa, Marcio Paulino; Quagliano, Ana Paula; Ferreira, Marcus Castro.Rev. Hosp. Clin. Fac. Med. Univ. Säo Paulo;50(supl):39-43, 1995.
  2. Colágeno na cartilagem osteoartrótica. Velosa, Ana Paula P; Teodoro, Wlcyr R; Yoshinari, Natalino H. Rev. bras. reumatol;43(3):160-166, maio-jun. 2003. ilus.
  3. http://www.pharmaceutical.com.br/

Óleo de Coco como Auxiliar no Emagrecimento

Óleo de CocoMuito tem se falado atualmente dos benefícios do óleo de coco, em especial quando extra virgem. De fato, ele é extraído da polpa do coco fresco por meio de um processo de prensa a frio e é considerado extra virgem por seu índice de acidez ser, no máximo, 0,5%. O que chama a atenção no produto é o alto grau de ácidos graxos de cadeia média (65%) – um tipo de fácil metabolização e baixa capacidade de oxidação.

Entre os ácidos graxos presentes, destacam-se o láurico (44-52%), o mirístico (13-19%), o palmítico (7,5-10,5%), o caprílico (5,5-9,5%), o oléico (5,8%), o cáprico (4,5-9,5%), o linoléico (1,5-2,5%), o esteárico (1-3%), o capróico (0,3-0,8%) e o araquídico (0,04%). Apesar de desconhecidas pela maioria, essas substâncias têm grande eficácia para a manutenção da saúde. Os ácidos cáprico e láurico, por exemplo, possuem efeitos positivos sobre aumento dos níveis do colesterol HDL e sobre a redução dos níveis de LDL, exercendo, portanto, efeito protetor no desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Para os que estão sempre de olho na balança, o óleo favorece o aumento do metabolismo basal e, com isso, o processo de emagrecimento. Os benefícios estendem-se também à ação antimicrobiana, o que favorece a capacidade do sistema imunológico, além de agir no intestino estimulando a defesa contra os micro-organismos patogênicos. Assim, ele atua como suplemento na prevenção e no tratamento de disfunções relacionadas à micro-organismos – como cândida, clamídia, citomegalovirus, estreptococos, estafilococos, H. pylori, influenza, giárdia, listeria, clamídia e contra ambos os tipos de herpes, zoester e simples.

O óleo de coco extra virgem é também uma boa fonte de vitamina E – com alta capacidade antioxidante, que promove a varredura dos radicais livres responsáveis pela danificação das estruturas celulares e comprometimento do funcionamento normal das células. Ele age na atividade anti-inflamatória, e, nesse sentido, atua sobre a perda de gordura – já que esse é um tecido inflamado.

Portanto, o óleo de coco pode ser um produto que somará ganhos à dieta saudável e equilibrada. A recomendação de uso deve ser individualizada e orientada por um profissional de saúde, como o nutricionista. Nada em excesso faz bem: sua ingestão exagerada pode provocar, dentre outros problemas, enjôos e mal estar.

E você? Já teve oportunidade de utilizar esse suplemento? Comente como foi essa experiência, tire suas dúvidas a respeito de algum deles, ou ainda compartilhe a sua experiência e opinião conosco.

Referências
– Óleos de coco e de cártamo aceleram o seu metabolismo. Revista eletrônica Minha Vida. Acessado no dia 26/04/2012 ás 17 horas, em http://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/12983-oleos-de-coco-e-de-cartamo-aceleram-o-seu-metabolismo.
– Óleos de coco e cártamo aceleram o emagrecimento. Acessado no dia 26/04/2012 ás 17 horas, em http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/rbstvsc/19,0,3622930,Oleos-de-coco-e-cartamo-aceleram-o-emagrecimento.html.
– Vantagens do Óleo de Coco e de Cartámo. Informe da Pharmaceutical Assessoria no Facebook. Produzido por Joana Lucyk, nutricionista graduada pela Universidade de Brasília, com mestrado em Nutrição Humana e especialização em Nutrição Clínica Funcional e Esportiva.
– Efeitos da Suplementação de Óleo de Coco nos Parâmetros Bioquímicos e Antropométricos de Mulheres com Obesidade Abdominal. Assunção ML, Ferreira HS, dos Santos AF, Cabral CR Jr, Florêncio. Source Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Alagoas, Macéio. 

Mel, Própolis e Aloe vera: alternativas naturais no tratamento da pele e cabelos!

Mel
O mel é utilizado como alimento  assim como matéria-prima terapêutica e cosmética há milênios. Um maravilhoso e rico fruto da natureza utilizado para nutrição, sempre foi apreciado por seu delicioso sabor, tornando-se muito reconhecido como ativo para cura e embelezamento no Egito antigo por Cleópatra, em suas misturas com leite, babosa e outros ingredientes naturais. Papiros cirúrgicos de Edwin Smith descreveram o tratamento efetuado por cirurgiões egípcios para feridas complicadas com uma combinação de mel e gordura (KNUTSON et al, 1981).

O mel tem como componentes principais a glicose, a frutose e a água (KNUTSON, 1981; RAHAL, 2003; CASTRO, 2004) e vem sendo utilizado assim como o açúcar no tratamento de feridas crônicas, infectadas e indolentes (LIPTAK, 1997). O mel é extremamente viscoso, higroscópico, inibe o crescimento de muitos microorganismos gram-positivos e gram-negativos, assim como fungos (CASTRO, 2004). As propriedades antibacterianas do mel foram associadas com a produção do peróxido de hidrogênio a partir da oxidação da glicose, baixo pH, hipertonacidade (alta concentração de ativos) e presença de inibina (LIPTAK, 1997; RAHAL, 2003; CASTRO, 2005; HEDLUND, 2007; PAVLETIC, 2010). Esta substância também é capaz de drenar e reter fluidos teciduais, facilitando o debridamento autolítico (HEDLUND, 2007; PAVLETIC, 2010).

Além disso, o mel também apresenta ação anti-inflamatória, ausência de efeitos adversos na cicatrização, redução do edema, quimiotaxia de macrófagos e a não aderência desses; assim, o mel desbrida as feridas rapidamente, substituindo as crostas por tecido de granulação, promove rápida epitelização, além de aliviar a dor, apresentar menor incidência de cicatriz hipertrófica e contratura, detendo baixo custo e sendo de fácil disponibilidade (RAHAL, 2003). O mel, além de promover a epitelização, também estimula a angiogênese, a granulação das feridas (CASTRO, 2004; HEDLUND, 2007), atuando como fonte nutritiva para as células e reduzindo os odores em geral (LIPTAK, 1997; HEDLUND, 2007).

Segundo RAHAL (2003), pode ocorrer variação na atividade antinbacteriana e na eficácia clínica dependendo da fonte da planta e do processamento sofrido pelo mel. O mel manuka, o mel floral e o mel lima têm sido assocaidos a uma melhor cicatrização do que o mel comercial e o mel de abelhas alimentadas com açúcar (LIPTAK, 1997). Segundo Schremi et al (2010), a redução do pH da ferida pelo uso do mel manuka pode levar a uma redução no tamanho desta. Por todas estas atividades e sua rica concentração de nutrientes, o mel revela-se como um excelente composto natural para hidratação, nutrição e recuperação da pele e dos cabelos.

Própolis
O própolis é constituido basicamente de resinas e bálsamo, cera de abelha, óleos voláteis e pólen coletados das plantas e modificado pelas abelhas operárias através de secreções próprias. Esta substância apresenta um bom efeito epitelizante e melhora a cicatrização pela redução da resposta inflamatória (RAHAL, 2003), sendo também utilizada como antimicrobiano, antioxidante, imunomodulador, hipotensor, cicatrizante, anestésico, anti-cancerígeno, anti-HIV e anti-cariogênico. Essas propriedades se encontram relacionadas com sua composição química, que apresenta, até o momento, cerca de 200 elementos já identificados, sendo os principais agrupados em: flavonóides, ácidos graxos, álcoois, aminoácidos, vitaminas e minerais (BARBOSA, 2009). Em estudo realizado por Segundo (2007), a utilização de tintura hidroalcoólica de própolis foi eficiente na aceleração da contração de feridas cutâneas induzidas em ratos.

A composição química da própolis varia de acordo com sua origem geográfica e com as diferenças genéticas das abelhas responsáveis por sua coleta. Estas variações acarretam mudanças em suas propriedades farmacológicas, que tendem a serem maiores em regiões tropicais devido à riqueza vegetal existente, e menores em regiões temperadas. A época da coleta é outro fator importante na determinação da composição química da própolis, pois em países como o Brasil esta ocorre o ano todo, gerando possíveis variações sazonais. Estes fatores acabam por interferir na eficácia terapêutica que é fornecida pela própolis (BARBOSA, 2009).

Aloe vera
O Aloe vera é uma planta da família das liliáceas, popularmente conhecida como “babosa”. A partir da extração de um gel mucilaginoso de sua folha, têm sido amplamente utilizado na área da saúde, indústria alimentícia e indústria de cosméticos (SEGUNDO, 2007). O Aloe vera possui atividade antibacteriana contra Pseudomonas aeruginosa, sendo muito utilizada no tratamente de queimaduras, e também inibe o crescimento de fungos. Estimula a replicação de fibroblastos e apresenta atividade anti-prostaglandina e anti-tromboxano (LIPTAK, 1997; HEDLUND, 2007; FAHIE & SHETTKO, 2007; PAVLETIC, 2010).

A alantoína e o acemannan (ou manose) são componentes do extrato de babosa, que podem ser utilizados pela via tópica (LIPTAK, 1997; FAHIE & SHETTKO, 2007). A alantoóma estimula a epitelização e o acemannan estimula os macrófagos a produzirem as citocinas IL-1 e TNF, os quais estimulam a angiogênese e a epitelização. O Aloe vera também apresenta propriedades anti-inflamatórias e analgésicas devido à presença de salicilatos; seu uso não é ideal durante a fase inflamatória da cicatrização (LIPTAK, 1997; SWAIN, 1997; HEDLUND, 2007; PAVLETIC, 2010).

A indústria cosmética vê o Aloe vera como base e fitocosmético para vários produtos de beleza, tais como cremes faciais e capilares, limpadores de pele (removedor de impurezas da pele), anti-rugas, fortalecedor do couro cabeludo e desodorantes. Ajuda a combater a caspa, previne contra as rugas hidratando peles ressecadas e flácidas e, aplicada como loção após a barba, é ótimo suavizante para a pele.

Referências
1) KNUTSON, RA; MERBITZ, LA; CREEKMORE, MA; SNIPES, HG. Use of sugar and povidone-iodine to enhance wound healing: five years experience. Southern Medical Journal, v 74, n 11, p 1329-1335, nov 1981.
2) RAHAL, SC; BRACARENSE, APFRL; TANAKA, CY; GRILLO, TP; LEITE, CAL. Utilização de própolis ou mel no tratamento de feridas limpas induzidas em ratos. Archives of Veterinary Science, v 8, n 1, p 61-67, 2003.
3) CASTRO, AU. Uso tópico do mel de abelha “apis mellifera”, da oxitetraciclina e da hidrocortisona, combinadas e isoladas, na reparação de feridas cutâneas, por segunda intenção, em coelhos. Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, 2004.
4) LIPTAK, JM. An overview of the topical management of wounds. Australian Veterinary Journal, v 75, n 6, p 408-413, jun 1997.
5) HEDLUND, CS. Surgery of the integumentary system. In: FOSSUM, TW. Small animal surgery, 3 ed. Missouri: Mosby Elsevier, 2007. Cap 15, p 161-259.
6) PAVLETIC, MM. Atlas of small animal wound management and reconstructive surgery. 3 ed. Iowa:Wiley-Blackwell, 2010.
7) SCREMI, S; SZEIMIES, RM; KARRER, S; HEINLIN, J; LANDTHALER, M; BABILAS, P. The impact of the pH value of skin integrity and cutaneous wound healing. Journal of european academy of dermatology and venereology, v 24, n 4, p 373-378, April 2010.
8) SEGUNDO, AS et al. Influência do aloe vera e própolis na contração de feridas em dorso de ratos. Periodontia, v 7, n 1, p 23-28, mar 2007.
9) SWAIN, SF. Advances in wound healing in small animal practice: current status and lines of development. Veterinary Dermatology, v 8, n 4, p 249-257.

Nutricosméticos – beleza de dentro para fora!

Você já deve ter ouvido falar em ‘Pílulas da Beleza’ ou ‘Cosméticos Orais’ ou ‘Nutricosméticos’ e no mínimo ficou curioso para saber o que estes produtos que prometem melhorar a aparência da pele, cabelos e unhas e até mesmo retardar o envelhecimento têm de tão especial ao cuidar da beleza de dentro para fora. Eles são uma das mais novas tendências da cosmética mundial.

Com certeza a afirmação “Você é o que você come” nos faz refletir sobre a importância diária de uma dieta balanceada e rica em nutrientes, mas no corre-corre do dia a dia, às vezes consumimos quantidades insuficientes destes nutrientes, e em pouco tempo o resultado está na ‘cara’, literalmente percebemos a pele ressecada, cabelos sem brilho e unhas quebradiças. Partindo desse princípio, pesquisas foram desenvolvidas e comprovaram que doses de vitaminas, minerais, aminoácidos, ácidos graxos e proteínas visam repor possíveis deficiências causadoras de rugas, unhas fracas, queda de cabelo, flacidez, entre outros problemas estéticos.

Os Nutricosméticos são por tanto um complemento da rotina de beleza; uma verdadeira febre na Europa, Japão e Estados Unidos, esses suplementos são vendidos na forma de cápsulas, refrescos, iogurtes chocolates e gomas. Os estudos comprovam a ligação entre o consumo de produtos específicos à melhora da pele, e dentre eles podemos citar o mineral silício, que atenua as rugas e aumenta a resistência do cabelo e unhas. O chá verde e o cacau são grandes destaques pelas suas propriedades antioxidantes que auxiliam na diminuição de rugas, melhora da hidratação e circulação. As proteínas do leite e o licopeno atuam na proteção das células de colágeno devido sua ação antioxidante; o extrato de soja estimula a renovação celular e a vitamina C protege e restaura as fibras de colágeno, o que diminui a flacidez da pele.

Alguns dos principais ativos utilizados na terapêutica atual são:

  • Silício Orgânico (Exsynutriment): é o ácido ortosilícico estabilizado em hidrolisado de colágeno marinho. Ele desempenha um papel essencial na saúde humana, regulando o metabolismo de diversos tecidos, principalmente do conjuntivo. Possui estrutura original patenteada pela Exsymol, Mônaco, sendo altamente biodisponível para reposição de silício em seres humanos. É um dos principais fatores para produção endógena de colágeno pelos fibroblastos. Suas principais ações são: melhora do aspecto cutâneo, efeito lifting e antiaging, hidratação profunda, firmeza e sustentação, ação redensificadora e preenchedora das rugas, cicatrização.
  • Bio Arct: é uma biomassa marinha originária de uma alga vermelha encontrada no Mar Ártico, a Chondrus crispus. A Exsymol, por meio de um método exclusivo, submete a alga a condições extremamente estressantes, como frio intenso e pouca luminosidade. Após esse processo, um método especial e patenteado de extração que garante a composição integral da alga e grandes quantidades de biomassa marinha padronizada. Bio-Arct contêm 7% de citrulil-arginina, um dipeptídeo ativo que regula a expressão de SIRT-3, promovendo aumento da produção de ATP. Suas principais ações são: anti-aging, estimulando das trocas de nutrientes, citoestimulante, antiestresse cutâneo com melhora na luminosidade da pele, bioenergizante, protetor cutâneo durante condições extremas (frio, calor, poluição, ar condicionado), detoxificante, cicatrizante, antioxidante e anti-inflamatório.
  • Fosfolipídeos do Caviar: consiste em uma associação de fosfolipídeos de origem marinha (principalmente fosfatidilcolina) e lipídeos neutros extraídos das ovas do arenque. É particularmente rico em ácidos graxos poli-insaturados (PUFA) ômega-3 (DHA e EPA) e contêm, naturalmente, vitamina E e astaxantina. Suas principais ações são: cicatrizante, antioxidante, anti-inflamatório, antiaging e melhora do aspecto cutâneo.
  • Glycoxil: é um peptidomimético baseado em carcinina, cujo nome químico é b-alanil-histamina e apresenta propriedades antiglicante, antiglicoxidante e desglicante. É altamente biodisponível por possuir maior estabilidade molecular, sendo 30 vezes mais resistentes à degradação enzimática (dipeptidades teciduais e séricas), resultando em um tempo de meia vida maior e consequentemente uma maior biodisponibilidade. Suas principais ações são: antiaging, antiglicação e deglicação de proteínas da derme, antioxidante.
  • Vitamina C: O ácido ascórbico ou vitamina C (C6H8O6ascorbato, quando na forma ionizada) é uma molécula usada na hidroxilação de várias outras em reações bioquímicas nas células. A sua principal função é a hidroxilação do colágeno, aproteína fibrilar que dá resistência aos ossosdentestendões e paredes dos vasos sanguíneos. Além disso, é um poderoso antioxidante, sendo usado para transformar os radicais livres de oxigênio em formas inertes.
  • Vitamina E: também conhecida como tocoferol, na verdade trata-se de um grupo de substâncias, com grande atividade anti-oxidante. Em 1968 a vitamina E foi reconhecida como um nutriente essencial para os seres humanos pela Food and Nutrition Board do National Research Council, dos EUA. O reconhecimento da vitamina E como um agente anti-radical das estruturas de proteção da membrana das células contra os efeitos destrutivos dos radicais livres causou um renovado interesse nesta. Além disso, estudos epidemiológicos e científicos sugerem que a vitamina E desempenha papel protetor em doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, além de proteger a pele e renová-la.
  • Biotina: estudos científicos já relacionam a deficiência desta com a dermatite seborreica, alopécia, unhas e cabelos fracos, produção excessiva de sebo, dentre outras dermatoses. Sua falta ocasiona a deficiência da biotinidase, uma enzima dependende de biotina, uma enzima que produz carboxilases, importantes no metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas.
  • Betacaroteno: tem sido descobertas grandes propriedades para o betacaroteno nas pesquisas das quais é alvo. Sabe-se hoje que ele é um antioxidante (inibe radicais livres, prevenindo o envelhecimento), beneficia a visão noturna, aumenta a imunidade, dá elasticidade à pele, aumenta o brilho dos cabelos e o fortalecimento dasunhas, além de atuar no metabolismo de gorduras. O betacaroteno também é favorável na obtenção do bronzeamento da pele. Quando transformado em vitamina A em nosso organismo, auxília na formação de melanina, pigmento responsável por proteger a pele dos raios ultravioleta e conferir o bronzeamento.

Logicamente, são diversas as substâncias e os princípios ativos que podem ser considerados nutricosméticos, mas nossa intenção foi revisar algumas das mais utilizadas.

O mais interessante é que não precisamos mais ficar presos às tradicionais cápsulas para ingerir os nutrientes necessários, várias formulações disponíveis na farmácia de manipulação irão tornar esse momento de suplementação muito prazeroso, experimente-os na forma de gomas, balas, refrescos, shakes, chocolates, sopas, chás e até mesmo géis comestíveis, podendo ser livres de açúcar, corantes e gorduras hidrogenadas; as balas de colágeno; os ‘shakes’ que não só ajudam na beleza, mas também proporcionam saciedade e sem dúvida os refrescantes refrescos a base de chá verde.

Segundo a Revista ISTO É, edição 2215, abril / 2012, “as pílulas contendo nutrientes consagram-se como o mais novo fenômeno da beleza e são indicadas por médicos para atenuar rugas, melhorar o viço da pele, combater a celulite e fortalecer unhas e cabelos, entre outros efeitos.”

Como você percebe a partir de agora mais um item deve ser acrescentado na sua rotina de beleza. Converse com seu médico, nutricionista ou farmacêutico para uma adequada orientação!

Referências
1. Nutricosméticos e Aliméticos. InformAção Magistral, Edição V, ano 2012.
2. Nutricosméticos, Pílulas da Beleza. Site da farmácia Almaderma, http://www.almaderma.com.br/produtos_nutricosmetico_pilulas_beleza.php.
3. Rev. Saúde Pública, vol. 32, n. 2. São Paulo Apr. 1998.
4. 
Turk J. Pediatr. 1994. Oct-Dec; 36(4); 267-78.
5. Int J Vitam Nutr Res. 1977; 47(2); 107-18.
6. David L. Nelson, Michael M. Cox, “Lehninger Principles of Biochemistry”, 4ª edição, W. H. Freeman, 2005
7. β-Carotene BioChemika, purum, ≥97.0% (UV). Página visitada em 21 de Oct. de 2009.
8. Revista ISTO É, edição 2215, abril / 2012.

O poder do Gengibre

O Gengibre, de nome cientifico Zingiber officinalis, é uma erva anual que cresce em solos arenosos e secos, desenvolve-se em climas tropicais e subtropicais, e tem sido largamente empregado na culinária como condimento, em bebidas e na medicina popular. A raiz é caracterizada pelo seu sabor picante e um pouco amargo. Gengirol é um extrato padronizado em 5% de Gingerol e 2,89% de 6-Gingerol, obtido através de um processo de concentração do extrato de gengibre em 5:1, que proporcionam efeitos benéficos ao organismo, sendo as principais para o controle de náuseas, na ação antioxidante, além de ser também um potente termogênico.

O Gengibre é constituído de 0,25 – 3,3% de óleo essencial, monoterpenos e serquiterpenos,[4] – 7,5% de princípios picantes como gingerois e shogaols e outros constituintes como 40 – 60% de amido, acido fosfatidico, lecitina, vitaminas e minerais.[5] O Gengirol possui como ativo o gingerol, que juntamente com seus derivados exercem efeitos inibitórios na síntese de prostaglandinas e leucotrienos através da supressão das enzimas prostaglandinas sintase e da 5-lipoxigenase.[7]

O 6-Gingerol e capaz de inibir a produção de prostaglandinas E2 e da interleucina- 1<, influenciando a resposta imunológica especifica mediata, podendo ser utilizado em doenças autoimunes e inflamações crônicas. Gengibre aumenta a saliva, bem como as secreções gástricas uteis na falta de apetite e absorção de nutrientes e, portanto, estimula a digestão, sendo particularmente útil em sub – ácidos gástricos. O gengibre contem enzimas, mais efetivas do que as do mamão, que melhoram a ação da vesícula biliar ao mesmo tempo protegem o fígado contra toxinas. O gengibre aumenta o tônus da musculatura e melhora o peristaltismo no intestino humano. [4] Gengirol é eficaz no auxilio a perda de peso por proporcionar efeito termogênico ao organismo. Os óleos essenciais do gengibre produzem calor ativando a circulação e otimizando a queima calórica.[5] A termogênese corresponde a energia na forma de calor gerada ao nível dos tecidos vivos.

Os termogênicos consomem maior quantidade de energia e calor do organismo, acelerando o metabolismo, aumentando assim a queima de gordura.[6] A atividade antioxidante de Gengirol se deve a presença de seus ativos gingerois, gingeronas e shogaois, sendo os gingerois o principal componente ativo identificado. [7] Náuseas e vômitos são respostas complexas que podem ocorrer independentemente, mas ambos envolvem uma via do sistema nervoso central a partir da área postrema e zona de gatilho quimiorreceptora na medula oblongata.

Uma vez ativada, a resposta gastrointestinal geralmente ocorre em hipotonicidade, hipoperistaltismo, hipersecreção, diminuição da motilidade do intestino delgado e ejeção do conteúdo do estomago e intestino delgado. [8] Gengirol é considerado anti-emetico devido sua ação farmacológica de seus princípios pungentes (Gingerois e shagaols) e óleos voláteis (monoterpenos e sesquiterpenos). Gengirol atua no trato gastrointestinal, aumentando o peristaltismo, evitando assim efeitos colaterais no sistema nervoso causado pela maioria dos antieméticos. [8]

Ação gastrointestinal

Quatro estudos em animais demonstraram o efeito anti–emetico de extratos alcoólicos do gengibre através dos shogaols e gingerois, e um destes estudos demonstrou a reversão do efeito inibitório da cisplatina no esvaziamento gástrico em ratos. [5]

Ação contra enjoos e náuseas de viagem

Foi realizado um estudo duplo cego randomizado placebo controlado onde foram investigados 13 voluntários com histórico de enjoo de viagem. Os voluntários ingeriram de 1-2 gramas de gengibre. Como resultado foi possível observar uma redução significativa de náuseas, taquigastria e vasopressina plasmatica.[5]

Ação contra enjoos e náuseas durante a gravidez

Em outro estudo, foi desenvolvido um duplo cego randomizado controlado com objetivo de comparação entre a eficácia do gengibre e a dimenidrinate no tratamento de náuseas e vômitos na gravidez. Participaram do estudo 170 mulheres grávidas com sintomas de náuseas e vômitos, onde foram dividas em dois grupos (A e B): Grupo A, ingeriram 0,500 g de gengibre 2 vezes / dia durante sete dias. O grupo A obteve melhores resultados nos 1° e 2° dias que o grupo B, entre o 3° e 7° dia não houve diferença significativa entre os dois grupos, mas o grupo apresentou sonolência em 77,6% contra 5,88% do grupo A. Com os resultados foi possível concluir que o gengibre é tão eficaz quanto o dimenidrinate, mas com menos efeitos colaterais.[5]

Ação antiinflamatória

Estudos In Vivo demonstraram que o extrato aquoso de gengibre a quente inibiu as atividades da ciclooxigenase e lipoxigenase no acido araquidônico. Os efeitos antiinflamatórios se devem a diminuição na formação de prostaglandinas e leucotrienos. Estes efeitos também foram detectados na diminuição do edema da pata de ratos com administração oral de extratos de gengibre. Também, foram isolados dois diterpenos dialdeidos do extrato de gengibre que inibem a 5-lipoxigenase humana In Vitro. O rizoma de gengibre produziu efeito antiinflamatório em ratos albinos com inflamação aguda e subaguda e demonstraram que os compostos de gengibre administrados em ratos tem efeito comparável a aspirina.[9]

Ação antioxidante

Foi desenvolvido um estudo onde foi utilizado óleo de soja refinado, sem adição de antioxidantes sintéticos e através do extrato seco de gengibre obtido um extrato etanólico de gengibre.[7] A atividade antioxidante foi determinada utilizando-se o método do radical livre DPPH (2,2-difenil-1-picril-hidrazila), descrito por Mensor et AL. [10] Foi preparada uma solução etanolica com concentração de 1 mg/ml de extrato de gengibre. A cada amostra desta solução (2,5 ml) foi adicionado 1 ml de solução de DPPH (0,3 mM) em diferentes concentrações (125, 100, 50, 25 e 10 Mg/ml). Após 30 minutos de reação a absorbância foi lida a 518 nm e convertida em porcentagem de atividade antioxidante (AA) usando a formula AA (%) = 100-{[(Abs amostra- Abs branco ) x 100] / Abs controle }. [7]

Um controle foi feito com 2,5 mL de etanol e 1 mL de DPPH (controle negativo) e um branco foi realizado para o extrato (2,5 mL) e 1 mL de etanol, para todas as concentrações. O extrato de gengibre foi aplicado ao óleo de soja em diferentes concentrações (0, 500, 1000, 1500, 2000 e 2500 mg / kg) com objetivo de avalia-lo quanto a sua estabilidade oxidativa. A concentração de extrato etanolico de gengibre considerada de maior eficiência contra a oxidação lipídica foi aquela que apresentou maior período de indução em horas.[7] Como resultado foi possível observar que o valor de EC50 obtido por regressão linear, para o extrato de gengibre, mostrou elevado coeficiente de determinação, que foi R2 = 0,9908. Os valores de atividade antioxidante máxima e EC50 atingidos pelo extrato de gengibre foram de 79,1% e 45,6 Mg/ml, respectivamente.[7] Foi possível determinar a porcentagem máxima de atividade antioxidante, por meio do método do radical livre DPPH, assim como a quantidade de compostos fenólicos totais, do extrato etanolico de gengibre, indicando a presença de atividade antioxidante do extrato estudado.[7]

Referências

1- AGUIAR, A.P.S.CAIRES, L.P. MAEKAWA, L.E. VALERA, M.C. KOGA-ITO, C.Y. Avaliação In Vitro da ação do extrato glicólico de gengibre sobre Candida albicans. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de Sao Paulo. 2009 mai- ago; 21 (2): 144-9.
2- SAITO, M.T.I. Monografia Zingiberis Rhizoma (Gengibre). Curso de Fitoterapia Sobrafito. UNIFESP, 2008.
3- FARINHA, T.O. FONSECA, J.P. CUMAN, R.K.N. AMADO, C.A.B. Efeito do óleo essencial de gengibre (Zingiber officinale Roscoe) sobre quimiotaxia In Vivo. Universidade Estadual de Maringá/ Centro de Ciências da Saúde – Maringá – PR.
4- PAKRASHI, S.C. PAKRASHI, A. Ginger, A versatile healing herb. Vedams ebooks Pvt Ltd, 2003.
5- HARARI, T. Gengibre ajuda a perder a barriga. Fonte: http://www.mdemulher.abril.com.br Acesso em: 11/05/12.
6- CARDOSO, J. MARTINS, J. BENITES, J. CONTI, T. SOHN, V. Uso de alimentos termogênicos no tratamento da obesidade. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2010.
7- ANDREO, D. JORGE, N. Capacidade antioxidante e estabilidade oxidativa de Gengiber officinale. Departamento de Engenharia e Tecnologia de Alimentos, Universidade Estadual Paulista, SP, Brasil. Dezembro, 2010.
8- NANTHAKOMON, T. PONGROJPAW, D. The efficacy of ginger in prevention of post operative nausea and vomiting after major gynaecologic surgery. J. Med Assoc. Thai. 2006; 89 (supply 4): S130-6.
9- ELPO, E.R.S. NEGRELLE, R.R.B. Zingiber officinale Roscoe: Aspectos farmacológicos uma revisão. Visão Acadêmica, Curitiba, V.6, n.2, Jul – Dez/2005.
10- MENSOR, L.L. MENEZES, F.S. LEITAO, G.G. REIS, A.S. SANTOS, T.C. COUBE, C.S, et al. Screening of brazilian plant extracts for antioxidant activity by the use of DPPH free radical method. Phytother Res. 2001; 15 (2): 127-30.

Produtos livres de parabeno – por quê?

Antes de tudo, é preciso esclarecer que em uma formulação farmacêutica, seja ela um cosmético, um produto de higiene, um produto de uso tópico ou mesmo de uso oral, a adição de um conservante ou preservante é necessária – salvo raras exceções (como soluções auto-preservantes, soluções com altos teores alcoólicos, ou ainda, em formulações com atividade anti-microbiana). Uma das grandes preocupações dos formuladores e farmacêuticos será a manutenção da estabilidade e da segurança de utilização de um produto, frente a todas as condições que este será submetido (e, com certeza, esse é um dos desafios da arte de formular).

Cada componente de uma formulação, seja ele um ativo ou mesmo um veículo, pode afetar a estabilidade do produto final, assim como os processos que envolvem sua fabricação, acondicionamento, utilização, transporte ou mesmo condições ambientais. Por esses motivos, os conservantes são necessários, mas o fato é que com o grande avanço da química e da tecnologia atual, existem sim, opções mais seguras e eficazes que a escolha de parabenos como tais.

Por isso, é sempre importante seguir à risca as recomendações de uso e de acondicionamento de suas fórmulas e produtos, assim como manipular e adquirir produtos de qualidade comprovada e certificada (dê à sua saúde a atenção que ela merece, não escolha ao acaso!). A utilização de sistemas preservantes adequados e validados, assim como o cumprimento de boas práticas de fabricação (BPF), são necessários para a conservação adequada de formulações e, além disso, de garantia da segurança de utilização das mesmas. Consulte sempre seu médico e seu farmacêutico de confiança e tire sempre todas as suas dúvidas.

Em geral, os preservantes são substâncias químicas que impedem, previnem ou retardam a deterioração de cosméticos, fármacos e alimentos, por ação de microrganismos. Entretanto, possuem atividade biológica e podem oferecer riscos à saúde do consumidor, estando entre os principais agentes causadores de dermatites.

Parabenos – quem são eles?

Os parabenos são preservantes antimicrobianos amplamente utilizados em diversos tipos de produtos de saúde, higiene pessoal, cosméticos, perfumes, alimentos e até mesmo em bebidas. Eles são uma das classes de preservantes mais utilizadas em cosméticos e produtos para higiene pessoal, presentes em mais de 87% dos cremes cosméticos, e em 99% dos cosméticos em geral. São quimicamente ésteres dos ácidos hidroibenzoico. Embora seu uso seja liberado pelo FDA e pela European Comission Health & Consumer Protection, diversos estudos já relataram que eles podem interferir na atividade estrogênica, reduzir a produção de espermatozóides e diminuir a produção de queratinócitos da pele.

Toxicologia dos Parabenos

É necessário que todos os dados toxicológicos sejam analisados pelas instituições, comissões e órgãos reguladores que determinem a segurança do uso e definem as concentrações máximas de determinados compostos em produtos, assim como pelos formuladores e profissionais, de maneira crítica, zelosa e, sobretudo, ética.

Estudos realizados em animais têm mostrado que os parabenos podem se acumular no organismo, de maneira similar a outros poluentes biocumulativos. Vários estudos demonstraram que os parabenos diminuíram a esparmatogênese de ratos machos e o encurtamento da cauda dos espermatozóides produzidos. Além disso, recentes descobertas destacaram a atividade hormonal, especificamente a atividade estrogênica dos parabenos, relacionada com o aumento de expressão do gene de receptores de progesterona ativado pelos parabenos. O estrogênio é o maior fator de crescimento e desenvolvimento de casos de câncer em seres humanos.

Ainda, outros estudos demonstraram que os parabenos podem estar associados ao aumento de adenocarcinomas. Embora não sejam considerados mutagênicos, estudos relataram que eles podem causar alterações cromossômicas. Shabir atribuiu ao metilparabeno, em 2004, a formação de adenocarcinomas e a capacidade destes em alterar a função reprodutiva de ratos.

Além disso, verificou-se que os parabenos podem sensibilizar a pele. Em um estudo de Handa e colaboradores (2006), concluiu-se que o metilparabeno poderia ser considerado seguro em concentrações adequadas, mas que este poderia provocar efeitos prejudiciais à pele humana quando exposta à luz do sol.

O metilparabeno diminuiu a habilidade proliferativa dos queratinócitos, causando danos celulares genéticos e nas estruturas do colágeno tipo IV, além de modificar os padrões da epiderme. Os resultados do estudo indicaram que através do uso de formulações que os contenham, podem influenciar no envelhecimento das células. Ainda, que eles podem causar dermatite de contato após a exposição cutânea, causando sensibilização quando aplicados em pele lesado.

O que fazer?

Concluímos que o uso de formulações que contenham parabenos, preservantes que embora sejam licenciados e avalizados por órgãos reguladores, podem ocasionar dermatites, sensibilizar a derme e, além disso, podem interferir no processo hormonal e estar associados ao aumento de adenocarcinomas. Contudo, deixamos claro que não questionamos a eficácia dos parabenos em relação a ação antimicrobiana destes, mas sim a segurança de sua utilização, visto que diversos estudos colocam em dúvida a mesma, relatando que estes podem apresentar diversas reações adversas e atividades que põem em risco a saúde da população.

O fato é que existem outras diversas alternativas de preservantes ou mesmo sistemas preservantes – as possibilidades são inúmeras e crescem cada vez mais com o avanço da química, da bioquímica, das engenharias, da ciência farmacêutica e da tecnologia atual. Portanto, não existe lógica ao optarmos por aqueles que nos deixam dúvidas quanto a sua elegibilidade. Prefira produtos que foram formulados pensando realmente em sua saúde, opte por produtos livres de parabenos!

Referências

  1. Rosana Lazzarini; Ida Duarte; Juliana Casagrande Tavaloni Braga; Samia Leticia Ligabue. Allergic contact dermatitis to topical drugs: a description analysis. An. Bras. Dermat vol 84 no 1 Rio de Janeiuro Jan. / Feb; 2009.
  2. ANVISA, 2000. RDC n 79 de 28 de agosto de 2000, republicado no DO de 02/10/2001.(http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/162_01rdc.htm, acessado em março de 2012).
  3. ANTUNES, A.J.; CANHOS, V.P. Aditivos em alimentos. Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA-UNICAMP), 1983.
  4. EUROPEAN COMMISION; HEALTH & CONSUMER PROTECTION DIRECTORATE-GENERAL SCIENTIFIC COMMITTEE ON CONSUMER PRODUCTS SCCP. Extended Opinion on Parabens, undearm cosmetics and breast cancer. Adapted by the SCCP by writen procedue on 28 january 2005.
  5. Ye X, Bishop AM, Neecham IL, Calafat AM. Automated on-line column-switching HPLC-MS/MS method with peak focusing for measuring parabens, triclosan and other environmental phenols in human milk. Anal Chim Acta. 2008 Aug 1. 622 (1-2): 150-6. Epub 2008 Jun 3.
  6. HANDA, O; KOKURA, S; ADACHI, S; TAKAGI, T; NAITO, Y; TANIGAWA, T; YOSHIDA, N; YOSHIKAWA, T.; Methylparaben potentiates UV-Induced damage of skin keratinocytes. Toxicology, v 227, p 62-72, 2006.
  7. DARBRE, PD et al. Concentrations of parabens in human breast tumours. Journal of Applied Toxicology v 24, p 5-13, 2004.
  8. MASTEN, S. Final Review of Toxicological Literature for Parabens. p 1-55, 2004.
  9. OISHI, S. Lack of spermatotoxic effects of methyl and ethyl esters of phydroxybenzoid acid in rats. Food and Chemical Toxicology v 42, p. 1845-1849, 2004.
  10. SHABIR, G.A. Determination of combined p-hydroxy benzoic acid preservatives in a liquid pharmaceutical formulation by HPLC. Journal of Pharmaceutical and Biomedical Analysis, v 34, p 207-213, 2004.
  11. HARVEY, P.W; EVERETT, D.I. Significance of the detection of esters of a-hydroxybenzoid acid (parabens) in human breast tumours. Journal of Applied Toxicology, v 24 p 1-9, 2004.
  12. PUGAZHENCHI, D. et al. Comparison of the global gene expression profiles produced by methyl paraben, n-butylparaben and 17beta-oestradiol in MCF7 human breast cancer cells. J Appl Toxicol 2007, Jan-Feb 27 (1): 67-77.
  13. HANDA, O et al. Methylparaben potentiates UV-induced damage of skin keratinocytes. Toxicology, v 227, p 62-72, 2006.
  14. SONI, M.G. et al. Evaluation of the health aspects of methyl paraben: a review of the published literature. Food Chem Toxicol. 2002 Oct; 40(10): 1335-73.

Aromaterapia com lavanda – o poder do óleo essencial comprovado cientificamente.

A aromaterapia é uma prática que se utiliza de concentrados voláteis, conhecidos como óleos essenciais. Estes são compostos orgânicos de origem vegetal, formados por moléculas químicas de alta complexidade, que apresentam várias funções químicas, como alcoóis, aldeídos, ésteres, fenóis e hidrocarbonetos, havendo sempre a prevalência de uma ou duas delas e que, assim, caracterizarão seus aromas.

Os óleos essenciais são substâncias empregadas com a finalidade de equilibrar as emoções, melhorar o bem-estar físico e mental e que atuam de diversas formas no organismo, podendo ser absorvidas por meio de inalação pelas vias aéreas, por uso tópico ou ingestão. Quando inaladas, uma porcentagem mínima do óleo essencial ativa o sistema do olfato pelo bulbo e nervos olfativos, que propiciam uma ligação direta com o sistema nervoso central, levando o estímulo ao sistema límbico, responsável pelo controle da memória, emoção, sexualidade, impulsos e reações instintivas.

Um estudo realizado com 10 voluntários avaliou a efetividade da aromaterapia com lavanda nos parâmetros relacionados à melhora do sono e demonstrou significativa redução do quadro de insônia nestes pacientes. A utilização da aromaterapia com óleo de lavanda está associada à melhora da insônia leve em voluntários saudáveis, apresentando resultados mais positivos em mulheres e indivíduos mais jovens. “A lavanda pode ser utilizada sobre a roupa de cama antes de dormir ou até mesmo nos aromatizadores de ambientes. O aromatizador de ambientes contendo óleo essencial de lavanda pode ser utilizado em difusor com varetas ou mesmo ser aplicado nas almofadas e travesseiros”, comenta o farmacêutico*.

Outro estudo avaliando 15 voluntários saudáveis apresentou que, após a intervenção com a aromaterapia com lavanda, os voluntários apresentaram melhora na sonolência ao levantar. “A utilização deste óleo durante o banho de bebês também está relacionada a redução do estresse e o choro, melhorando a qualidade do sono em lactentes, sendo estes dados confirmados pela redução dos níveis de cortisol tanto na mãe como na criança”.

A aromaterapia com o óleo de lavanda tem a interessante capacidade de promover maior disposição ao acordar, corroborando para o aumento do sono de ondas lentas. Aumenta a fase 2 do sono e reduz os movimentos REM (movimento rápido dos olhos), auxiliando ainda que o tempo para iniciar o sono seja reduzido.

Além disso, foi demonstrado que um gel de massagem contendo óleo essencial de lavanda reduz o estado de estresse em voluntários após 60 dias de aplicação. Esta ação está associada ao componente acetato de linalila (grupo funcional éster), que lhe confere ação tranquilizante, equilibrante e calmante.

“A utilização da lavanda apresenta excelentes benefícios para o controle da ansiedade e melhora da qualidade do sono e, além de tudo, o seu perfume inigualável é capaz de provocar relaxamento ao coração , auxiliando na redução da pressão arterial, benefícios no sistema respiratório e ainda, melhorar a ansiedade relacionada aos sintomas pré-menstruais.”

Fonte: *Marlon Barg, Pharmaceutical Consultoria.